A correta definição das vidas úteis dos ativos é um fator essencial para a saúde contábil e financeira de qualquer empresa. Quando calculadas de forma não adequada, essas estimativas podem gerar distorções significativas nos custos operacionais, nos tributos apurados e nos principais indicadores de desempenho econômico.
Mais do que um detalhe técnico, a depreciação incorreta pode se tornar um obstáculo estratégico, comprometendo a transparência, a eficiência e a competitividade do negócio.
A base do problema: quando a vida útil não reflete a realidade
A vida útil de um ativo define o tempo durante o qual ele é economicamente útil para a empresa, sendo utilizada para calcular a depreciação ao longo dos exercícios. O problema surge quando esse tempo é superestimado ou subestimado.
Esses erros impactam diretamente indicadores como:
Distorções fiscais e societárias: o papel do CPC 23
Segundo o CPC 23 – Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro, é papel da empresa revisar periodicamente as estimativas contábeis — incluindo as vidas úteis dos ativos — e promover os ajustes sempre que necessário, sem reclassificar os períodos anteriores.
Isso significa que, ao identificar que a vida útil de um ativo estava incorreta, o ajuste deve ser feito prospectivamente, com efeito nos resultados a partir do momento da revisão. Ignorar essa diretriz pode gerar consequências tanto societárias (balanço distorcido) quanto fiscais (tributação indevida).
Além disso, esse tipo de distorção pode acarretar:
Vidas úteis dos ativos como instrumento de gestão estratégica
A gestão adequada das vidas úteis dos ativos vai muito além do compliance contábil. Ela representa um instrumento de controle estratégico, permitindo:
Adotar práticas como revisão técnica periódica, uso de softwares de gestão patrimonial (como o M1 ASSET) e acompanhamento de normas como o CPC 01 (Impairment) e o CPC 27 (Ativo Imobilizado) fortalece o processo contábil da organização.
Conclusão: O custo invisível de um erro recorrente
A subavaliação ou superavaliação das vidas úteis dos ativos representa um risco silencioso, mas recorrente. Os efeitos de uma depreciação imprecisa aparecem em balanços inconsistentes, tributos inadequados e decisões de negócio desalinhadas com a realidade.
Revisar vidas úteis, conforme orientado pelo CPC 23, é uma prática essencial para empresas que buscam consistência contábil, eficiência operacional e clareza nas relações com stakeholders.
Sua empresa pode estar enfrentando impactos financeiros ocultos por causa de vidas úteis mal estimadas.
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